EUGENIA CONCHALENSIS

 

FAMILIA DAS MYRTACEAE

 

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PLANTA

FLORES

FRUTOS

FRUTOS, POLPA E SEMENTES

 

NOMENCLATURA E SIGNIFICADLO: UVAIA-PEBA vem do Tupi-guarani e quer dizer “FRUTA ACIDA” e PEBA “baixo rasteiro”. Também chamada de Uvaia do cerrado ou Uvaia-caju-do-campo.

 

Origem: Espécie endêmica do Brasil e muito rara, sendo encontrada ocasionalmente no estado de São Paulo em ambientes campestres do cerrado, e mais raramente em Minas Gerais, Brasil. Mais informações no link:

 http://floradobrasil.jbrj.gov.br/reflora/floradobrasil/FB36910 - As informações do site Flora Brasil precisam ser atualizadas!

 

OBSERVAÇÕES: espécie muito rara e pouco conhecida que estava erroneamente classificada aqui como Eugenia campestris e Eugenia arrabidae que na verdade são nomes de outras espécies. Até dezembro de 2021 não existia nenhuma exsicata depositada em herbários, mais agora tem no herbário da Universidade Federal de São João del-Rei, MG. Para realmente achar a identidade verdadeira da espécie, coletei exsicadas e num trabalho de parceria com o taxonomista Marcos Sobral, foi possível identifica-la como Eugenia conchalensis e deixar o registro arquivado e registrado!  Essa espécie foi descrita em 1.966 pelos autores Diego Leigrand e João Rodrigues de Mattos e a publicação saiu na Loefgrenia de 2006. Conforme fotos abaixo:

 

 

 

Características: É um arbusto com 1 a 2 metros de altura com xilopódio subterrâneo (tipo de batata de armazenamento de água) com diversos ramos partindo da base, o caule velho é de cor acinzentada e os ramos novos são glabros (sem pelos) de cor verde a pardo claro. As folhas são simples, opostas, de consistência cartácea (semelhante a cartolina), oblongas (mais longa que larga) e lanceoladas (semelhante a lança). A lamina mede 3 a 7 cm de comprimento por 0,8 a 1,4 cm de largura; com base aguda ou afunilada e ápice acuminado (com ponta longa) com uma nervura dorsal saliente de cor amarelo forte. Essa espécie pode ser facilmente identificada por se observar glândulas salientes em ambas as faces das folhas novas. As flores são hermafroditas, reunidas em numero de 2 a 8 em cimeiras (inflorescência em forma de V (tipo de cacho) que nascem nas axilas das folhas das brotações do ano. As flores medem 1,5 cm na antese e são brancas com numerosos estames (tubos masculinos). Os frutos são bagas suculentas de até 3 a 5 cm de diâmetro com polpa carnosa, aquosa, acidulada  com 1 a 3 sementes arredondadas de 6 mm a 1,2 cm de diâmetro contendo uma crista saliente no meio que é uma outra característica marcante da espécie.

 

Dicas para cultivo: É planta de crescimento lento, mais adapta-se a diversas condições climáticas, aparecendo na beira de estradas sempre em solos arenosos e é a primeira a rebrotar quando o seu habitat é queimado. Pode ser cultivada desde 200 a 1.000 m de altitude em terrenos de consistência arenosa ou latossolos (terra vermelha ou amarelada) que tenha ótima drenagem da água das chuvas. É resistente a geadas com até - 4 graus negativos e a secas de até 5 meses sem chuva. Pode ser cultivado em vasos e começa a frutificar com 3 a 5 anos.

 

Mudas: Suas sementes são recalcitrantes (perdem o poder germinativo rapidamente), por isso devem ser plantadas em no máximo 30 dias após colhidas. Convém plantá-las diretamente em saquinhos individuais contendo substrato feito de 50% de terra vermelha e 50% de matéria orgânica. Germinam de 40 a 100 dias e as mudas atingirem 15 cm de altura em 10 a 12 meses após a germinação. É melhor formar as mudas em pleno sol com irrigação diária.

 

Plantando: Pode ser plantada a pleno sol num espaçamento 2 ou 3 m; em covas que devem ter 50 cm de largura, profundidade e altura. Deve-se misturar com os 30 cm de solo fértil iniciais + ou - 5 pás de composto orgânico bem curtido, 100 g de calcário e 200 g de cinza de madeira. Deixar curtir por 2 meses e fazer o plantio entre outubro a dezembro. Depois é só irrigar 10 l de água após o plantio e uma vez por mês se não chover. Para plantar no vaso (de 50 cm de altura por 40 cm de largura) deve ser usado terra vermelha e a mesma mistura indicada acima, tomando o cuidado apenas de colocar uns 3 cm de pedra no fundo do vaso para ocorrer uma drenagem rápida.

 

Cultivando: A planta cresce lentamente e não necessita de cuidados especiais, apenas deve-se fazer capinas periódicas para que o mato não sufoque a planta. Não é preciso fazer podas nessa espécie. Adubar com composto orgânico, pode ser 1 pá de matéria orgânica bem curtida + 20 gr de N-P-K 10-10-10 distribuídos em círculos à 5 cm de profundidade e distanciados 10 cm do caule.

 

Usos: Frutifica de outubro a dezembro. Os frutos podem ser consumidos in natura e tem um delicioso e aromático sabor de uvaia com caju. A polpa também pode ser utilizada para fazer sorvetes e sucos refrescantes. A polpa dos frutos fermenta facilmente e pode ser utilizada para fazer excelente frisante ou bebida fermentada rica em pro-bióticos. As flores são produtoras de néctar e pólen para abelhas nativas. Espécie muito rara que precisa ser preservada.

 

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