GARCINIA APOSTOLOI

 

FAMILIA DAS CLUSIACEAE

 

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FRUTOS MADUROS

FLORERES

ARVORE E PESQUIZADORES

FRUTOS COLHIDOS

 

NOME INDIGENA: BACURÍ-PARI vem do tupi guarani e significa “fruta que cai” e o adjetivo PARI – o que cerca, pelo fato de os índios o cultivarem para cercar suas roças. Também recebe o nome de Bacuri de Bico, Bari-pari e Bacupari-do-Paulo-Apostolo = que foi um grande para-botânico na Amazônia e essa espécie leva seu nome para lhe homenagear.

 

Origem: Encontrado na floresta de terra firme da floresta Amazônica, podendo aparecer também nas várzeas alagáveis de pequenos rios, podendo ser encontrada no Mato Grosso do Norte, no Acre, no Amazonas, no Pará em Rondônia e no Tocantins, Brasil. Mais informações no link: http://servicos.jbrj.gov.br/flora/search/Garcinia_apostoloi

 

 

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OBSERVAÇÕES: Por cauda dos frutos, essa espécie foi e é muito confundida com a Garcina benthamiana chamada popularmente de Bacupari rugoso ou Madruno, que é Nativa da floresta amazônica e difere desta por ter folhas muito maiores e frutos menores e rugosos. Se você comprou muda minha com o nome de Garcinia benthamiana, corrija agora o nome conforme apresentada acima. Antes esta espécie estava confundida como Garcinia gardenriana e era assim sinonimizada. Mais o especialista Thiago Mouzinho, resolveu esta confusão e a catalogou como uma nova espécie em Janeiro de 2023. Na foto da árvore acima estão os pesquisadores Helton Josué e Thiago de Medeiros Mouzino, estudando a catalogando as espécies de Garcinias do Jardim botânico das Frutas Raras!

 

Características: arvore de médio porte atingindo 5 a 7 m de altura quando em pleno sol; mais no interior da mata cresce até 20 m de altura. A copa em pleno sol se torna densa, com formato piramidal. O tronco é cilíndrico, de cor marrom amarelado quando jovem, passando a ficar castanho amarronzado quando envelhece, este tem 15 a 40 cm de diâmetro. As folhas são opostas, simples, membranáceas (de textura de membrana), oblongo-lanceolada (mais longa que larga e com ponta com forma de lança) presa ao ramo por pecíolo (haste ou suporte) de 5 a 12 mm de comprimento e canaliculado (semelhante a calha). A lamina mede de 6,4 a 15 cm de comprimento por 2,5 a 4 cm de largura, a base é acuminada (afinada) e o ápice é agudo (terminando em ponta fina). Essa espécie é facilmente identificada por se observar 40 pares de nervuras secundárias que atingem a margem da lamina. As flores surgem em fascículos (pequeno feixe) com 4 a 8 flores, sob pedicelo (haste de suporte) de 6 a 16 mm de comprimento. Cada flor mede 1 cm de diâmetro quando aberta, contem cálice (invólucro externo) reduzido a 2 sépalas membranáceas de 2 a 3 mm de comprimento e corola (invólucro interno) com 4 pétalas livres, creme esbranquiçadas, arredondadas de 5 a 6 mm de comprimento por 3 mm de largura. Os frutos são bagas de 2,2 a 4,7 cm de comprimento por 2,5 a 3,8 cm de largura, de cor alaranjada quando madura e com formato piriforme contendo polpa branca envolvendo 1 ou 2 sementes alongadas e grandes.

 

Dicas para cultivo: É de fácil adaptação aos mais variados tipos de solo e climas, e por isso pode ser cultivado em todo o território brasileiro. Aprecia temperaturas medias de 16 a 32 graus para uma boa safra de frutos. No Sito Frutas Raras temos uma variedade adaptada e resistente a geadas de até -1 grau, cujos frutos são bem doces. Pode ser cultivado em solos argilosos de áreas inundáveis (plintossolo), em terra roxa ou vermelha de alta fertilidade (nitossolo ou latossolo) e solos brancos ou arenosos de rápida drenagem (argissolo); estes devem ter pH entre 5,5 a 7,0, sendo o nível de 6,0 ideal para cultura comercial e produção de frutos mais doces. As chuvas devem ser bem distribuídas e com uma estação seca de pelo menos 90 dias. Começa a frutificar com 5 a 6 anos após o plantio.

 

Mudas: As sementes são alongadas e recalcitrantes (perdem o poder germinativo rapidamente), por isso devem ser plantadas (escolher sempre as maiores) logo que retiradas da polpa. O substrato de germinação deve ser feito de 40% de terra de superfície + 40 % de matéria orgânica bem curtida e 20% de areia de rio. As sementes germinam com 60 a 150 dias, com índice de germinação de 90%. Convém plantar uma semente diretamente em embalagem individual com 30 cm de altura e 15 cm de largura contendo substrato já indicado. Manter os sacos plantados em sombreamento de 50% até atingirem 20 cm, quando devem ser transferidas para o sol pleno. As mudas crescem lentamente, ficando com 35 cm aos 15 meses de vida, quando já podem ser plantadas no local definitivo.

 

Plantando: O espaçamento em pleno sol ou na sombra deve ser de no mínimo 5 x 5 m entre plantas. As covas devem ter 50 cm nas 3 dimensões e ser preparadas com 3 meses de antecedência, adicionando aos 30 cm da terra da superfície 4 a 6 pás de composto orgânico bem curtido, 50g de farinha de osso e 50g de torta de mamona, que tem potássio e beneficiará o crescimento. Veja como preparar para um bom plantio, clicando aqui! O plantio deve ser feito no inicio das chuvas em outubro a dezembro. Nos primeiros 3 meses convém fazer uma irrigação com 10 l de água a cada 15 dias.

 

Cultivando: Não é exigente a irrigações freqüentes, mais requer que a coroa de onde foi plantada tenha cerca de 10 cm de cobertura morta (capim seco) para manter a umidade. Fazer podas de limpeza e formação no inverno eliminando os ramos que brotarem na base do tronco e os galhos cruzados ou voltados para o interior da copa. A adubação é feita por polvilhar 3 a 4 pás de matéria orgânica feita de galhos e folhas trituradas e 30 a 60 gramas de farinha de chifre e casco de boi, debaixo das copas das arvores – pois o sistema radicular é bem superficial. A adubação deve ser aumentada em 1 pá por ano de vida acrescentando + 10 gramas da farinha citada. Manter a coroa da planta com capim seco ou chips de madeira para manter a umidade.

   

Usos: Frutifica nos meses de janeiro a março. Os frutos são muito doces, refrescantes e com polpa translúcida e gelatinosa, próprios para consumo in natura. Após o despolpamento das frutas a polpa pode ser usada para fazer sucos, sorvetes, frizantes e licores deliciosos. As flores tem potencial apícola. A árvore é de belo efeito ornamental e não podem faltar no pomar de sua chácara ou fazenda e também estar presente em projetos de revegetação permanente pois os frutos alimentam a paca, porcos do mato, macacos e antas.

 

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